março 12, 2013

Querem o mundo pós-moderno, mas não crescem e só fazem o que convém.




Algumas características da pós-modernidade pode ser a de um mundo onde não há tempo para o ócio criativo, já que pessoas que param e pensam são consideraos à toa; não há mais tempo para a reflexões profundas; não há mais fundamentos sólidos ou uma moral estabelecida; há a escassez de compromissos duradouros e da observação da boa tradição; a normativa atual é ditada pela indústria, pela moda e pela publicidade, e os que estão fora dessas normativas são marginalizados.

Hoje o que temos são pessoas que estão buscando novos modelos familiares, onde não há mais hierarquia ou respeito à tradição paterna e materna, antes o que há são movimentos que prezam pelos “direitos” iguais onde não só a mulher conquistou seu espaço para auxiliar, mas também para exigir, cobrar e conduzir a família no mesmo pé de igualdade da do homem, e por isso teve que sair de casa e ascender ao mercado de trabalho, pois uma vez exigindo mesmos direitos, teve que arcar com mesmos deveres. Entre eles, pagar as contas, ficar horas fora de casa distante dos filhos, esforço físico dobrado, etc.Como se não bastasse os filhos também passaram a ter cada vez mais a mesma exigência por direitos iguais. 

E o que decorre disto? Que a família passou a ficar descaracterizada, pois não há mais um centro aglutinador na família, não há mais uma referência, não há mais um que assuma as rédeas e conduza a família, uma vez que todos possuem “mesma autoridade”, e onde há mesma autoridade (há?) significa que não há nenhuma, pois por uma questão lógica elas auto se anulam.
Agora nas famílias todos podem fazer, decidir, exigir, escolher conforme lhes apraz, logo a família passou apenas ser um local onde pessoas do mesmo parentesco vivem pelos seus interesses individuais se proclamando família, mas sem os fundamentos familiares antigos. E esta mesma família paradoxalmente se contradiz quando a mulher exige do homem autoridade de pai ou esposo, o homem exige da mulher postura de mãe e dona do lar, o filho exige a figura paterna e materna cuidadora, e os pais exige submissão e dependência do filho; quando na verdade foram eles mesmos quem minaram essas relações com o discurso e comportamento pós-moderno.  

O pós-moderno não sabe o que quer. Ele que ter autonomia, mas ao mesmo tempo é viúvo da vida tradicional. Quando lhe interessa, advoga os direitos iguais, a liberdade de expressão, quer ter poder de compra e espaço, ao mesmo tempo não quer sacrificar seu tempo com os outros, não abre mão de sua autonomia, não quer assumir as responsabilidades que demandam de alguém que quer ser pós-moderno, portanto dono do seu nariz.

O pós-moderno que ter autoridade, quer mandar, quer ter voz; mas no primeiro problema que surge quer que outros resolvam seus problemas. Adora criar teorias lindas e maravilhosas sobre o amor, a felicidade, a paz, a espiritualidade. Ao mesmo tempo não se aprofunda em nenhuma dessas coisas, e isto porque o pós-moderno é um egoísta de carteirinha fingindo “amar a natureza e os animais” só porque está na moda. Ele é capaz de chorar pela morte do ídolo na TV, gastar horas no shopping, mas reclama quando um mendigo encosta no seu carro ou quando um criança doente chora na fila do hospital. Odeia fila, mas enfrenta uma para shows pop ou no lançamento do novo Iphone.
  
Na verdade é uma bagunça! E quando aqueles que são mais conservadores, ou seja, aqueles que não acreditam nas balelas inventadas pelos pós-modernos, aí são chamados de truculentos por não concordarem com os modismos inventados como: os dez passos para a felicidade no casamento; mil maneiras de educar seu filho; ganhe dinheiro lendo o guru empresarial; cresça espiritualmente recitando frases bíblicas; as 3 maneiras de mudar seus esposo(a); e todas essas conversas fiadas que no final das contas só servem como paliativo na vida das pessoas, que servem só para dar dinheiro para uma meia-dúzia de teóricos pós-modernos (ainda quem bem intencionados), mas que no final das contas duradoramente não resolve a vida de ninguém . E aquele que discordar de mim, saia um pouquinho da frente da TV e veja como tem andado as pessoas no mundo aí fora, e veja se a teorias pós-modernas têm adiantado alguma coisa.

O pós-moderno adora mandar, adora cobrar, adora reclamar, mas não tem “peito” para assumir sua própria vida. É um frustrado que vive culpando os outros por sua infelicidade, é um infantilizado que cansa só de ouvir seu choro. É uma criança que quando você fala “não” começa a espernear.
Não tenho mais paciência para pós-moderno que lê a Bíblia só nos trecho que lhe interessa para dar lição de moral nos outros, quando não consegue nem entender coisas básicas do ensinamento bíblico, então fica repetindo frase de pregador famoso de rádio e televisão. Então vai para culto dominical para aliviar sua consciência pós-moderna cheia dos pecados da semana, como se a igreja fosse algum tipo de lugar de “descarrego” psicológico ou uma espécie de confessionário de final de semana.

São pessoas que não se importam nem um pouco com o outro, não se relacionam de verdade com ninguém, não criam vínculos duradouros, e isto porque não têm a coragem de mostrar quem elas são de fato. Afinal de contas, o pós-moderno é aquele tipo de pessoa que tem que estar sorrindo sempre, e só pode falar de coisas legais e da moda para agradar a todos, já que o pós-moderno prega a felicidade a todos instante, portanto tem que provar sua tese sorrindo, ainda que falsamente; pois contrariar, discordar ou encarar a dureza da vida não é coisa de pós-moderno, é coisa de gente ignorante e conservador, segundo eles. O pós-moderno usa tantas máscaras que chega um momento que nem ele mesmo sabe mais quem é.

Não, ainda não me convenceram de que os modelos apresentados atualmente são os melhores a serem seguidos. Sou adepto do diálogo, do contraditório, da quebra de dogmas e paradigmas, desde que estes sejam melhores ou menos desastrosos do que os fundamentos anteriores. Não, não tenho mais paciência para gente infantil que vive reclamando de “porca miséria” quando a vida tem tanta coisa importante para se preocupar.  Sou, ainda, totalmente avesso a este tipo de pós-modernismo instalado nas famílias, nas ruas, nas igrejas, na sociedade, que tem dado tanto espaço para gente infantil e ignorante se achando mais sabedores do que os antigos fundamentos. Aff!

Att.

Fabiano Mina