junho 29, 2011

Vida, sem vida não é vida, é morte viva!


Não quero viver mais

Não vou viver uma vida sem vida, onde a morte é primazia
Não posso viver olhando para a morte dos outros, como se isto me desse vida
Não viverei a vida dos outros, como se fosse a minha vida
A vida não pode ter tanto cheiro de morte, que se exala em vidas sofridas

A vida teria que nos trazer vigor, para que em nós se manifestasse
Com alegria e sem pudor, afinal de contas a vida é para ser mostrada
Não uma vida simplesmente efêmera, que se esmera na frivolidade
Mas a vida que enaltece a essência dos que não padecem

Não quero mais uma vida curta, não curta de tempo, mas de sentido
Não preciso de uma vida que olha mais a queda do que a subida
Uma vida guiada pelo ciúme do medíocre e inveja do odioso
Vida cinzenta das cinzas dos esqueletos velhos

Antes a vida deveria festejar apenas o fato de ser viva
Vida que nos lembra que existimos para alguém, para algo, para Algum
Vida que traz e faz vida, vidas novas, pequenas, singelas, inocentes
Inocência que traz ainda mais vida, já que a vida sempre se renova

Não quero viver mais, a não ser que seja para ter vida.

Fabiano Mina