dezembro 30, 2010

Feliz Ano Novo. Novo ou Velho?

Claro que não serei eu quem irá acabar com uma tradição que existe em nosso calendário ocidental que festeja a virada de determinado ciclo astrológico.
Minha idéia não é repudiar esta festa tão esperada por todos que mexe tanto com emoções e sentimento, como com um mercado de variedades desde comércio, gastronomia, hotéis, a lazer e festas religiosas das mais diversas.

A “virada de ano” normalmente vem acompanhada de um sentimento de esperança. Esperança de uma vida melhor, de melhores oportunidades, de melhores relacionamentos; quando não acompanhado de um sentimento de frustração do ano que se passou e a vontade de se apagar tudo aquilo que não deu certo.

Tais sentimentos são comuns para nós que tendemos a pensar um mundo de forma compartimentada, cíclica, fragmentada, como se pelo fato de comemorarmos determinada data, como aniversário ou um Ano Novo, isto de fato interferisse nos rumos de nossos destinos.

Fato é que não há nenhum tipo de interferência direta apenas pelo fato de celebrarmos a virada do dia 31/12 para 01/01 do ano seguinte.

Se temos alguma esperança esta esperança não pode se limitar apenas a esta data, ela precisa se perpetuar, precisa perdurar TODOS os dias do ano, para que consigamos colher os resultados no final de mais um ciclo.

Não podemos depositar nossas frustrações muito menos esperanças a este tipo de data, ela é boa sim, para festejarmos, mas não tem nenhuma relação com aquilo que almejamos e fazemos pela nossa vida. Se queremos uma vida melhor, um futuro melhor, uma esperança que se concretize, é preciso que façamos por onde todos os dias, lutando, planejando, se disciplinando, compartilhando, crescendo, buscando as melhores formas para que nosso caminho seja aplainado de forma profícua e contínua.

Desejo sim, um Feliz Ano Novo para todos, mas uma felicidade concreta, que não dependa de astros, de sorte, de ciclos lunares, de ondas do mar, orixás, muito menos do destino, mas um Ano Novo feliz porque você o busca a cada dia e comemora sempre que pode.

Estes são meus votos para você e sua família!
Fabiano Mina

dezembro 22, 2010

Felicidades

A todos que compartilharam comigo minhas reflexões e pensamentos, meu muito obrigado. Que 2011 eu possa me dedicar mais aos meus singelos escritos e que possa oferecer a todos aqueles que me seguem um pouco de conhecimento, reflexão e troca de experiências.
Minha intenção é a cada dia desfrutar um pouco mais da sabedoria divina tentando codificá-la e expô-la em forma de palavras.
Este blog continuará sendo dedicado a todos simpatizantes e não-simpatizantes para que juntos consigamos sempre algo melhor, mesmo que de forma dolorida e dura.

Felicidades a todos, que a vida de cada um de vocês valha à pena cada dia vivido e experimentado.

Abraços,

Fabiano Mina

dezembro 16, 2010

Já sei, você acredita em Papai Noel!

Não me diga que você é um daqueles que acredita que os políticos estão mais preocupados com o povo do que consigo mesmos?
Não me diga que você acredita que as grandes potências mundiais quando se reúnem para falar de ajuda aos países mais pobres estão pretendendo ajudá-los mesmo que isto signifique que ao ajudar eles mesmos ficarão menos ricos?
Não me venha fazer acreditar que você crê que o futebol, o samba e a feijoada são realmente as coisas mais divulgadas no Brasil pelos estrangeiros sem nunca ter ouvido deles próprios o que pensam ao nosso respeito?
Não diga você a mim que você acredita que não somos um país homofóbico, racista, preconceituoso e sectarista?
Não me diga que você realmente acredita que nossa educação pública vai bem só porque em tempo de eleições os políticos apresentam um porção de estatísticas positivas na mída?
Não pode ser que você quer me fazer crer que o perfil da mulher brasileira é o daquelas mulheres arredondadas com músculos, silicones e plásticas, ou aquelas esqueléticas anorexias dos desfiles de moda?
Não me venha fazer acreditar que você realmente crê que ao dar esmolas para mendigos na rua está realmente ajudando alguém a sair daquela situação?
Não me diga que você acredita que Jesus veio salvar o mundo e depois de tudo o que ele sofreu ainda assim ele espera que você sofra também para ser salvo?
Não posso acreditar que você acredita que no fim de ano é a melhor data para rever tudo o que você fez ou não fez o ano inteiro acreditando que tudo irá melhorar só porque uma data do dia 31 de dezembro muda para 01 de janeiro do ano seguinte?

Já sei: você acredita em Papai Noel.

Fabiano Mina

Adriana Calcanhotto -- Fico Assim Sem Você - Clipe Oficial

dezembro 07, 2010

Sinceridade? Sê tá ficando louco!!!!!

Reclamamos das pessoas que não falam a verdade ou dissimulam. Mas até que ponto estamos preparados para ouvir a verdade ao nosso respeito?
Será que ao perguntar para alguém: - ei, você me acha uma pessoa chata ou egoísta? E alguém responde: - claro que acho, e você é mais do que isto! Estaremos pronto para ouvir isto e nos despedir com um obrigado?

Vivemos em um mundo de hipocrisia onde reclamamos de coisas que nós mesmos não queremos praticar. Queremos uma sinceridade de plástico, queremos pessoas verdadeiras de “mentira”, pedimos autenticidade desde que não ultrapassem nosso ego. Somos imagem e semelhança do "pau oco".

“Especialistas” de toda ordem surgem todos os dias. Temos psicólogos das mais diversas áreas, religiosos, xamãs, terapeutas, videntes, pastores, padres, bispos, semi-deuses, celebridades, políticos e o “diabo a quatro” (eh! o diabo também), mas a grande maioria não possui nenhum interesse com a verdade, pois querem falar da verdade dos outros, mas nunca da deles. Será que eles querem ouvir o quanto ganham dinheiro com a desgraça alheia, com a fé ingênua, com o psicodrama do outro, com a crença religiosa, com a necessidade social? E o fazem apenas por interesse próprio?

Será que nós queremos ouvir que buscamos relacionamentos visando uma felicidade individualista? Que queremos filhos desde que não dêem trabalho, que queremos dinheiro para esnobar o próximo, que damos esmolas para parecermos bons samaritanos religiosos, que criticamos para dar um ar de conhecimento e que elogiamos para sermos bem aceitos? Queremos mesmo ouvir o quanto estamos gordos, ou feios? O quanto nossa roupa é inadequada ou o corte de cabelo é estranho? Que não aguentamos mais algumas amizades inconvenientes ou relacionamentos de fachada? Que falamos de amor sem nunca ter amado, de paz quando guerreamos, de felicidade quando nunca a alcançamos?

Estamos mesmo dispostos a admitir que adoramos ver programas televisivos sobre a desgraça dos outros, da infelicidade do vizinho chato, da morte da nossa sogra, genro ou nora, até mesmo dos pais, para usa da herança? Queremos mesmo falar dos nosso defeitos, nossos vícios, nossos pensamentos ruins e espúrios?

Será mesmo que queremos um mundo sincero? Queremos mesmo ouvir o que somos como seres humanos?
Provavelmente a maioria não! Deve ser por isso que ninguém tem ouvido a Deus ultimamente!