junho 30, 2010

“Estou preparada para ser do tamanho que meu público desejar”


 Esta frase foi dada pela não menos famosa cantora, agora single, Sandy. Isto mesmo. Ela em uma reportagem quando foi questionada a respeito da sua nova carreira solo, já que foi reconhecida nacional e internacionalmente pela parceria que fez com seu irmão Junior (então Sandy & Junior), como ela estaria preparada para lhe dar com um (re)começo uma vez que ela muda agora seu estilo visual e musical e quer estabelecer uma carreira bem sucedida. Sua resposta foi exatamente esta do título.

Ao ouvir sua frase inadvertidamente pensei como cada um de nós pensa a respeito da nossa vida e principalmente da aceitação que esperamos das pessoas que nos cercam. Avaliando esta frase, chego ao pensamento, que já cheguei por outras vias, de que ao buscarmos a felicidade sempre nos esbarramos com a infelicidade porque NÃO ESTAMOS preparados ou não nos preparamos para sermos “do tamanho” que a vida nos proporciona. Veja que não estou dizendo que devemos ser pessoas estagnadas, acomodadas, pessoas com comportamento inerte diante das vicissitudes da vida. O que estou aqui afirmando ou propondo é que saibamos lhe dar com as situações, colocações e firmações que a vida nos impõe.... sim... impõe. Veja que naquilo que nos compete devemos lutar, fazer por onde, buscar, mas há coisas que fogem de nossa alçada, arrisco dizer que a maioria das coisas que nos sucede na vida foge de nossa alçada, e é sobre isto que devemos aceitar: ser do “tamanho” que devemos ser. Há pessoas infelizes porque não tiverem um menino em vez de uma menina, que se casaram com um pobre em vez de um rico, que não vieram de família rica, que são negras, brancas, amarelas, em vez de outras raças, que não ganharam na loteria, que não se tornaram esportistas famosos, que não são religiosos com fama, que não nasceram em outro país, que não possuem uma genética privilegiada, etc.

A infelicidade bate na porta todo o dia destas pessoas porque não aceitam viver conforme a vida lhes impôs.

Precisamos ser do tamanho que realmente somos. Tenho certeza que a felicidade se apresentará mais desta forma.

Fabiano Mina

junho 29, 2010

Fabiano Mina: Saudosismo hoje e sempre!?

Fabiano Mina: Saudosismo hoje e sempre!?: "Sempre tendemos ao saudosismo, mesmo quando tentamos evitá-lo. Isto porque nossa tendência é fazer comparações entre o que vivemos hoje e o ..."

junho 28, 2010

Tempos de morte

Rapidamente quero refletir sobre o assunto morte. Desde que a humanidade possui consciência de si a morte é tema recorrente em todos os campos que permeiam nossas vidas. Isto porque o ser humano é atraído por tudo aquilo que lhe é misterioso, tudo o que realça e aguça o imaginário, tudo aquilo que nos traz uma sensação de incerteza e insegurança. Exatamente, nós somos atraídos por coisas deste tipo e por isso conjecturamos a vida inteira sobre essas coisas; porque só se conjectura sobre aquilo que não se tem certeza, não se pode provar.

Sendo assim a morte é temática presente em nossas vidas e tentamos trata-la de diversas formas, inclusive buscando supera-la. Por mais que pessoas não acreditem em vida pós morte, elas vivem esta vida, consciente ou inconsciente, como se quisessem eterniza-la (salve suas exceções), pois quando elas pensam no conceito de “vida” só o fazem porque antagonicamente estão sempre pensando na morte, portanto mesmo para estas pessoas que não crêem em pós morte elas vivem fazendo da vida sua pós morte uma vez que os que pensam em pós morte sempre pensam em algo melhor, o mesmo se dá para os que vivem olhando só para esta vida: tentando eterniza-la, buscando viver o máximo possível sempre com o “medo” de ser superado pelo percalços que se apresentam.

Por isso a humanidade de uma forma ou de outra sempre ritualizou a morte, sempre exerceu certo comportamento metódico em função dela. Vivemos de uma forma ou de outro sempre olhando para a morte a fim de domesticá-la, desvenda-la, sucumbi-la. Mas isto não é possível caso contrário não se chamaria morte. Morte, por definição, é algo que está além de nossas forças, nosso controle, é um término ou etapa desta vida da qual pertencemos e que todos nós teremos que passar um dia.

Entendendo então que a morte é algo que está além do nosso alcance, precisamos, então, viver uma vida plena, de gozo, de realizações e sonhos, de feitos, de erros e acertos, é preciso viver a vida, mesmo que nela a morte sempre se apresente como uma sombra incessante; pois se há alguma forma de sobrepujar a morte esta forma está em realizar-se ao máximo na vida presente.

A morte?! Unf! Que venha... mas ela pode esperar até que eu (ainda) viva.

Fabiano Mina

junho 25, 2010

Indivíduos individualistas

Sim... temos vivido momentos paradoxais em nossas vidas quando desejamos ter nossa individualidade, mas ao passo em que nos tornamos cada vez mais individualistas.
Tudo está bom quando para nós as pessoas respeitam nosso espaço, nosso pensamento, nossa liberdade, porém não queremos compartilhar, dividir, trocar, apenas que deixem nosso espaço e de preferência que atendam nossos anseios individuais.
É o mundo em que temos vivido, um mundo de pouca ou nenhuma substância/essência, pouco altruísmo, cheio de reservas e condições, onde os relacionamentos cada vez mais se pautam nos interesses individualistas.

Mas será que é possível vivermos individualisticamente e ao mesmo tempo vivermos em sociedade? É possível compartilhar felicidade, constituir família, viver em comunidade religiosa sem abrir mão do individualismo? Óbvio que não! O problema é que esta sociedade atual em que vivemos "vende" esta idéia de que isto é possível, e por este motivo o sofrimento se acentua cada vez mais em nossas almas.

Fabiano Mina

junho 24, 2010

2010?

O ano está passando rápido como sempre. Sempre comentamos as mesmas coisas: que o tempo passa e pouco fazemos daquilo que havíamos planejado. Por que é sempre tão difícil colocarmos em prático o que planejamos? Provavelmente porque sempre planejamos sem levar em consideração o que realmente somos - mais demagogos do que imaginamos...

Fabiano Mina