fevereiro 12, 2008

Antes "mal acompanhado" do que só!

Calma, antes que alguém pense que pirei de vez e ao inverter este adágio popular estou incentivando ao relacionamento adverso e ruim. De forma alguma.

Tem um homem que sempre parei para analisar seu comportamento. Era um homem que ao iniciar seu trabalho fez questão de chamar para si pessoas que tinham diversos defeitos, que inclusive se tornaram amigas desse homem.

Esse mesmo homem - ao contrário de tantos outros que tinham poder aquisitivo maior do que ele, influência política, religiosa, etc., mas não em mesma sabedoria - fazia questão de se relacionar com pessoas que a sociedade com certeza rejeitaria. Mas não era um relacionamento no sentido de conivência com os erros das outras pessoas, antes era um relacionamento solidário, uma intenção de poder auxiliar, acompanhar e até mesmo mudar para melhor aquelas vidas, outrora rejeitadas pela sociedade.

O que tenho visto em pleno século XXI são pessoas que se dizem amigas, companheiras, parceiras, mas que na verdade sempre estão em busca de pessoas "sem problemas", querem estar sempre "bem acompanhadas" e de preferência pessoas essas que tragam sempre soluções, boas notícias, até mesmo dinheiro. É esse o tipo de relacionamento que hoje estamos vivendo e percebendo, relacionamentos de interesse puro e simples de facilitações, e pior de tudo - sem pudor de admitir tais interesses. Basta olhar quando uma mulher procura por um namorado, noivo, esposo, qual a primeira área de interesse. Os patrões, os religiosos, os colegas, as famílias, todos estão atrás de que tipo de pessoas? As pessoas em pleno século XXI não querem estar "mal acompanhadas".

(In)Felizmente não é esse o meu interesse, apesar de confessar que todos os dias sou tentado a caminhar conforme o presente século. Mas tenho por mim que preciso andar um pouco mais "mal acompanhado" e quem sabe parecer um pouco mais com esse homem que citei inicialmente, e que por consequência hoje tenho por Mestre - Jesus Cristo

Fabiano Mina

Quando somos úteis e inúteis, para os outros, e nós?

Já passou uma situação em que você foi de forma incrível um auxílio para alguém, uma voz amiga, um conforto no momento de angústia, uma luz no fim do túnel, e exatamente quando sua vida estava parecendo uma tempestade?
É aquela sensação estranha de ser útil para os outros, mas inútil para resolver os problemas da própria vida. O que dizer sobre isso?
Na verdade não é que somos inúteis para nós e apenas útil para os outros, o que acontece é que normalmente ouvimos a "voz da sabedoria" mais quando vem das outras pessoas do que quando vem de nós mesmos. Muitas coisas nós sabemos o que devemos fazer, temos a solução, até já passamos por situações iguais, mas dificilmente "acreditamos em nós mesmos", nos sentimos inúteis para nós, ao passo que - uma pessoa ao pedir nossa opinião, conseguimos dar soluções incríveis para os problemas dela, que inclusive muitos são iguais aos nossos.
Óbvio que muitas opiniões e sugestões advindas de outras pessoas sempre são bem vindas e nem tudo nós sabemos sozinhos, é sempre bom ouvir uma voz amiga, uma opinião sábia, mas ao mesmo tempo é importante ouvir a nós mesmos, parar e perceber que muitos problemas dos quais buscamos soluções nós já temos em nós mesmos, basta crer um pouco mais e ter mais auto-confiança. Sejamos úteis para os outros e para nós mesmos também.

Espero que eu tenha sido útil.

Fabiano Mina