janeiro 18, 2008

Suspirar!

Andando calmamente então suspiro!
Suspiro porque sinto em meu interior minha alma se esvaindo.
Anelo pelo futuro que não posso ver, mas desejo.
Desejo o que não sei, mas sei o que não desejo.

Pretendo o que não conheço, e conheço o que não pretendo ter.
É perceptível, mas é tão distante.
É belo, mas parece ser ignorante.

Me atropela, me mata, mas há um fluir ventoso que me atrai.
As asas revigorantes do ser me elevam ao crepúsculo da praia deserta em que me encontro.
Oh sol! oh lua! qual de vocês me terão pelos longos dias de minha vida, com qual dos dois conversarei mais tempo.
Meu tempo? Qual tempo? Não tenho mais tempo de ter tempo!

Assim me vou, assim tudo vai, assim todos vão.
Que assim seja, mas não para sempre, pois o sempre me parece dar sinais de nunca querer mudar, e preciso mudar.
Preciso suspirar, nem que seja mais uma vez.
Suspirarei enquanto o suspiro me servir como um novo fôlego!

Fabiano Mina