novembro 19, 2007

Relações Humanas

Vivemos como seres sociais que precisam de relações, com seres semelhantes que somos para que a vida passe a ter um certo sentido, para que o indivíduo encontre 'morada' em meio ao caos que é esse mundo.

Mas infelizmente algumas pessoas confundem as relações com sentimento possessivo, com egoísmo, sectarismo e até mesmo com religiosidade. As relações existem desde que homem é 'homem'. Uma pessoa não consegue ser completa, viver feliz, sentir-se bem se a mesma não viver a plenitude das relações-humanas. Mas esse próprio homem cria diversas barreiras, regras, leis, para que essas relações não se desenvolvam de forma múltipla, profunda e duradoura.

Assim observa-se diversas pessoas vivendo em reclusão, uma vida 'cinzenta', sem graça, a mesmice de sempre, sem auto-conhecimento, sem conseguir explorar o melhor de si mesmas.

Não, não é isso que a vida nos ensina. A vida nos ensina a amarmos uns aos outros de forma profunda, sem reservas, sem medo, sem reclusão, sem barreiras. A nos entregarmos de corpo e alma, a abrirmos nossos corações, mesmo que muitas vezes estejamos arriscados a nos magoar, pois a mágoa 'também' faz parte do crescimento e profundidade pessoal do sujeito.

Não existe relacionamento sem entrega, não existe entrega sem sinceridade, não existe sinceridade sem um sentimento profundo que nos leve à essa busca incessante.

A grande maioria prefere viver com "máscaras", se escondendo, agradando a gregos e troianos; mas ainda existe uma pequena parcela da humanidade que prefere sorrir, se alegrar, beijar sem parar, cantar, correr, pular, vibrar, esboçar o que há de mais lindo dentro do coração, viver a sexualidade sem medo, sem pudor, sem críticas de invejosos e mentirosos.

Não existe erro no sentimento real, verdadeiro, genuíno, no sentimento que aproxima e nos faz aquecer-nos uns nos outros. Não pode existir erro nisso, não pode existir pecado nisso, não pode existir mal nisso - naquilo que nos une. Errado está nos que preferem cortar os relacionamentos em pró de seus egos, de suas mesquinharias, de suas religiosidades falsas e hipócritas.

Vamos nos relacionar profundamente, essa é a norma!

Fabiano Mina